sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Labirinto


Com vocês, uma das minhas criações artísticas usando o supereditor de imagens, o Paint.

"Computadores fazem arte..." (Chico Science & Nação Zumbi)

Era uma vez um labirinto...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sertão, meu lar


O sertão é o nosso lar.

Este é um lema, um mantra que Fernando e eu repetimos constantemente, pensado num momento difícil de nossas vidas, quando meu mais que amigo, mais que irmão sofrera um grave acidente que comprometera quase quarenta porcento de sua memória. Hoje, está tudo bem, muito bem...

Voltar ao sertão é necessário, tal qual recarregar as baterias do meu telefone celular. Sentir o frio da serra seja dia ou noite. Saber que as pessoas continuam sonhando com uma casa maior para receber mais visitas, compartilhar mais. Só para constar: desta vez, como das outras, só não trouxe um saco (isso mesmo, um saco) de feijão, porque o nosso bravo automóvel locado não suportaria tanto peso. E é bom saber que as novas gerações estão mudando, mas conservam a simplicidade, o desapego, a boa vontade, a sinceridade, esses sentimentos nobres que estão se perdendo.

Tenho raízes profundas no sertão: minha mãe e toda a sua família é sertaneja. Sempre fico emocionado de algum modo quando escuto Luiz Gonzaga, leio um cordel, vejo uma imagem peculiar. Para mim, é um paraíso que se esconde por trás do azul horizontal que se percebe na estrada, a oeste onde o sol dorme.

O sertão é mágico. Na verdade, não sei como defini-lo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cristovam, ou Moisés de paletó

Agosto se foi. Eu continuo com saudades. Porém disto não falarei.

Em agosto muitos assuntos explodiram na mídia. O que mais marcou, obviamente, foi o caso Sarney. Aliás, FORA SARNEY! Como não é do meu costume divagar sobre política, não que me escuse, darei apenas um pitaco. É que não tenho saco, mesmo.

O Senado (a Câmara Federal e todo o resto) é um opróbrio nacional, indefensávei. Contudo, há pessoas ali que ainda brilham, que incomodam os demais. Só posso citar uma por ser ela a única que acompanho já há algum tempo: o Senador Cristovam Buarque, sim, aquele que foi demitido por telefone quando era Ministro da Educação no primeiro mandato de Lula, que defende até a alma a educação de qualidade, que foi candidato a presidente pelo PDT de Brizola etc.

A principal característica de Cristovam Buarque é a Ética aliada a uma calma alentadora enquanto discursa sem ofender quaisquer colegas, como também o encadeamento linear das idéias (que não arrefece mesmo com aquela sirene chata apitando intermitentemente). Não sei de outros, mas o professor-senador ao pedir o afastamento de Sarney em contrapartida não fora esculachado por seu passado ou presente como muitos. Ou seja, quando fala, os outros são obrigados a engolir e digerir suas palavras a seco, inclusive o Collor. Sua história não o envergonha, eis o segredo. Ele me lembra Moisés: diz a Biblía que as pessoas comuns não podiam olhar sua face, porque resplandecia a glória de DEUS.

Acredito na utopia difundida e defendida por Cristovam de que a Educação é o principal meio para alavancar o progresso de uma nação, neste caso, a nossa. Exemplos não faltam: Japão, Coréia do Sul, Irlanda. Hoje, penso que se deve resolver problemas mais urgentes, como a pobreza, a violência. Na verdade, as ações devem convergir para o bem maior (puro clichê, né?).

O Brasil me aflige. Mas ainda existem pontos luminosos no universo, como diz o professor Jairo Campos. Quem sabe, um Moisés de paletó e gravata.