sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Premiações ridículas

Dias atrás aconteceram algumas premiações que interessam muito às minhas idiossincrasias: o VMB da MTV e o Prêmio Nobel. Em geral, esse tipo de coisa é um tanto ridícula, principalmente quando a menor lógica (se é que existe mesmo nessas ocasiões) é aniquilada.

No caso do VMB, com a pseudo-banda-de-qualquer-coisa-menos-rock, Fresno, saindo como a mais premiada da noite, desbancando O Rappa, Paralamas, Nando Reis, Marcelo D2 etc. dá pra perceber claramente que, se depender dessa juventude "irada" que passa mais tempo conversando via MSN e SMS do que vivendo, o futuro da música no "Brazil" vai looonge... (o sistema de escolha dos vencedores do VMB é via Internet.) Sei não, hein...

Agora, o Nobel. Não tenho a mínima idéia (gosto com acento) de como acontece o processo de escolha dos vencedores. Esse ano dar o prêmio da paz para o presidente de um país em guerras (Afeganistão, Iraque...) surpreende qualquer lógica, "desmuda" as coisas, como diz uma senhora minha amiga. Isto me lembra uma redação que escrevi no meu primeiro ano de UFAL, cujos argumentos tinham como cerne a "busca da paz mediante guerras". Paradoxal.

Ok, ele é um negro que chegou à presidência dos Estados Unidos da América, onde infelizmente ainda reina o racismo. É o Cara, mesmo. De qualquer forma, algo muito desconcertante, o próprio Obama surpreendera-se ao receber a notícia. Por outro lado, se olharmos pela mesma perspectiva de Alberto Dines, aqui, há uma pontinha de racionalidade nisso tudo: um investimento, como disse Saramago.

Ah, quase me esquecia! Fudeu tudo: o Brasil vai sediar a Copa do Mundo em 2014 e nada menos que as Olimpíadas dois anos depois! Preparem-se! E salve-se quem puder! Meu DEUS!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Literatura


Literatura não tem função social. Sua função é, antes de tudo, sentimental. Daí a alguém se comover com um poema e depois querer mudar o mundo é uma decisão desse alguém. A literatura não pode negar sua natureza, mas pode ser negada, porque o conflito humano independe dela. Pode ser usada como um instrumento, contudo nunca usará ninguém. Àqueles que se rendem à catarse, coragem, a vida é bem menos poética que a morte.

Autoria da tira: Laerte (Manual do Minotauro)