domingo, 21 de junho de 2009

Tédios

Tédio. Não sou pessoa de grandes aventuras, mas não consigo suportar tanta mesmice. Cansam-me as notícias, os esportes que acompanho, a Internet que cada dia me torna mais dependente dela, a comida da geladeira. Um saco! As pessoas me perturbam, e o mais grave, a algumas nem devo satisfações de quaisquer naturezas. Meu mundo encurtou-se novamente.

Tédios cotidianos. De todos eles, claro, as pessoas se sobressaem. Quando entraram no rio e me encontraram diminuíram, ou eu cresci. O ambiente tornou-se sufocante e superado. Preciso agachar-me vez em quando, falar mais alto para ser ouvido, desacelerar, calar para não quebrar um espírito inflexível. O problema reside em mim, também. Eu seria imperfeito se não reconhecesse isso. Mas, poxa, por que nenhuma conversa me interessa de verdade? Ou, por que ninguém me escuta?

Não me recomendem psicólogo, analista nem profissional da área. A literatura, a boa música e os poucos amigos-irmãos são-me suficientes. Tento ser mais otimista, Murphy não deixa. Bom, para tanto tédio, suponho que estas palavras bastam.

sábado, 23 de maio de 2009

Atarefado

Se você visita este blog, demonstra algum interesse nas minhas palavrinhas. Isto aqui é o resultado de momentos preciosos de ócio e inspiração, é necessário as duas coisas juntas pra sair coisa conveniente a este espaço. Pois a maior parte do que escrevo jamais colocaria na Internet sem antes registrar num cartório. Cada poesia, cada conto é como um filho ou carne da minha carne. Seria ultrajante navegar por aí e encontrá-los em alguma ilha sem a devida autorização ou autoria. Mas isso é besteira!

O tema deste post é sobre um aspecto do cotidiano que tem se tornado mais preponderante à medida que vivo, os trabalhos. Todos, o magistério e a burocracia, na qual fui recém-iniciado, mais os trabalhos da universidade. O tempo, ah, o tempo!, flui à mesma velocidade, contudo as tarefas, sempre urgentes, não me deixam aproveitá-los como se deve. Quando chega o sábado (agora estou livre aos sábados) fico zanzando dentro de casa, brigando com meu irmão pela posse do PC ou babando meu sobrinho. E vem a preguiça... eu vou enrolando, protelando tudo pra mais tarde. Então, as tarefas se tornam mais urgentes. O jeito é dormir tarde estudando, estudando.

Muito se fala dessas doidices da pós-modernidade: falta de tempo, excesso de trabalho, estress, dores na coluna, engarrafamentos nas avenidas metropolitanas, mas o pior de tudo é o isolamento, a frieza de só ter oportunidade de conversar via Internet (às vezes alguém desconhecido, distante), o receio de sair de casa por medo da violência. Insensatez. Pow, o cidadão comum enfrenta um cotidiano do cão e ainda tem de aguentar na mídia um monte de sacanagem.

Mas eu moro no interior, um latinoamericano quase belchioriano. Eu não enfrento com tanta intensidade o cotidiano como aqueles das grandes cidades grandes. O problema é que sinto como se não fizesse parte disso tudo, mesmo o tudo pequeno. Não é preguiça de trabalhar, é o tédio da rotina que me zanga (zanga amiúde exponenciada pela presença de pessoas desinteressantes). Até o ócio cansa.

Ainda bem que existem momentos mágicos sazonalmente, à base de Rock'n Roll, destilados, tagarelice, riso e outros sabores. Nem sempre há tudo ao mesmo tempo(!), o que não torna o momento menos prazeroso. É assim que desafogo, passeio no Olimpo, não, no céu dos muçulmanos que é mais interessante! No outro dia, o reinício ou a ressaca. O cotidiano, as tarefas nunca recusam a voltar.

De qualquer modo, preciso de férias.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Impalpáveis

Quando comprei uma câmera digital, isso há uns quatro anos, saía fotografando tudo, tornei-me um apertador de botão profissional. Hoje, minha Olympus Camedia D-435 jaz no cemitério dos aparelhos quebrados. No meu baú de coisas impalpáveis (um HD externo que deu pau) jazem centenas de imagens, dentre outros arquivos, acumuladas desde a aquisição do nosso primeiro PC. Antes de perder a chave do baú, revirando-o encontrei essas fotos abaixo. Gosto delas.