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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Perguntas

...mas, se não tivermos um ideal?

Se não sonharmos nem imaginarmos como o mundo que queremos se realizará?

Sonharão por nós aqueles que dominam o mundo?

Eles conhecem nossos anseios?

Onde enterramos nossos sonhos?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Setecentos e trinta depois


O acúmulo de dias, noites e catástrofes só nos faz mais de nós.
A reconstrução interior é ainda mais árdua.
As formas não querem se encaixar, apesar da necessidade
Setecentos e trinta e tantas dores depois...

José Minervino Neto
União dos Palmares via Branquinha
18 a 20 de junho de 2012

sábado, 9 de julho de 2011

Novos dias (3)

Afora os eventos trágicos, morar na beira do rio Mundaú nunca foi um incômodo. Todos os dias ao acordar, eu tinha por hábito olhar o horizonte na direção que o rio segue, que é o lado em que o sol nasce, a lua aparece e a chuva vem. E que também, ao entardecer, recebe as últimas luzes do poente. A paisagem que me dava calma foi bruscamente interrompida, trocada por concreto e barulho de automóveis. Vale nada. Poderia compensar a vista da ponte iluminada no final da tarde pela da Serra da Barriga, tão bela, mas sem meu afeto telúrico. Quero o barulho das águas nas pedras, o arco-íris, mainha fechando a porta por causa da ventania oriental. Quero um estar em casa novamente. E já sinto um pouco disso, pois se aquece meu coração.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pós-enchente

A poucos dias de se completar um ano do evento que mudou a minha vida, a enchente, sinto-me ainda ligado pelas pontas ao dia anterior. No dia 17 de junho de 2010 fazia planos para mais um período de festividades juninas. Na sexta-feira, 18, percebendo que a chuva não cessaria, decidi deixar o trabalho e fui para casa. Ao chegar lá, minha família e eu fizemos tudo o que já era rotineiro nessas ocasiões. Penduramos os objetos nas paredes, levamos o maquinário e alguns móveis para lugares mais altos, fechamos as portas e saímos em busca de um lugar seguro,  quase às cegas, com água acima do joelho.

Longas horas depois de tanto choro, barulho de casas ruindo, frio, desespero, toda minha vida material tinha ido embora. Ficou o mais importante, a vida e as roupas que a cobriam. O resto desceu.

Mudamos temporariamente para a capital. Fomos abrigados pela minha prima doente, já incapaz à época. Foram os dias mais entediantes de toda a minha vida, sem comunicação, ilhado, deprimido pelas perdas e pela condição da minha prima. Era fácil chorar à noite antes de dormir, então disfarçávamos constantemente. Temia por meu pai em especial, o mais solitário de nós.

Permanecemos juntos, enfrentando nossas diferenças mais de perto e de modo mais contido por estarmos em terra estranha. Até que conseguimos alugar uma casa em União dos Palmares, e depois outra. Os amigos foram fundamentais nessas horas, tanto nos doando bens quanto gastando seus ouvidos conosco. Nunca esquecerei aqueles que não hesitaram em nos ajudar. Obrigado, amigos.

Ainda não me sinto em casa. Tudo é muito estranho, fico engasgado com certas coisas. Não suporto ver as ruínas deixadas pelo Mundaú. Volto à minha terrinha apenas quando necessário ou indispensável. Penso sempre nos meus amigos de lá, embora eu seja um tanto negligente. Sei que me compreendem. 

Ainda estou pendurado, como disse lá em cima. Porém, com uma tesoura pronta para cortar a linha numa mão e um compasso já descrevendo um novo ciclo, na outra. Em busca de novos dias, de novo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

As minhas Branquinhas são outras

As minhas Branquinhas são outras, paráfrase da célebre frase do poeta Jorge de Lima, que certa vez, lá no sul dissera: "Minhas Alagoas são outras". Disse isso essa semana, quando na roda de amigos alguém falava mal da minha terra natal. É, são outras mesmo. E não é nenhum delírio telúrico, pois quis vê-la assim.

Minha Branquinha é muito mais pequena e bonita do que se pode ver e perceber. Resume-se a um punhado de amigos, parentes e lugares que nem existem mais após a enchente de 18 de junho de 2010, pelo menos da forma como me acostumei. Hoje, revendo as fotografias que fiz há uns dois anos atrás, senti saudades desses lugares, especialmente do quintal da minha casa na beira rio. 

Está tudo guardado dentro de mim. Ainda não consigo me relacionar bem com minha terrinha após a enchente. É difícil demais pra mim olhar o que sobrou. Prefiro as fotografias.

Igreja de São Sebastião
Quintal da minha antiga casa
Ponte sobre o rio Mundaú
Praça e Biblioteca
Eu, este que vos bloga

(Clicando nas fotos, vê-se em tamanho maior. Todas as fotos são de minha autoria, inclusive a última, feita com o recurso de disparo em 10 segundos da câmera)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A festa de Madal

Acabou a festa. Luzes, som, balbúrdia vão-se por ora, para o deleite de quem dorme cedo. Agora caminhar é fácil, não piso no pé de ninguém, não esbarro nas moças. E o melhor: não preciso gritar para ser entendido. Ano que vem tem mais, fora as prévias ao longo do ano que apenas começou. 

Festa de Santo, melhor, de Santa hoje em dia é assim mesmo: pouca liturgia e muita folia. E muito lixo, e poucos banheiros, e pouco espaço, até porque este é da Santa e de seus convivas. Ano que vem acho que vou comprar ao menos uma cadeira pra sentar no cansaço. Não, é mais barato comprar um energético.

A festa de Madal reúne todos os paradoxos possíveis de uma cidade crescida do interior. É o caos. Para mim, que estou ingressando nesse espetáculo, as cenas que vi ao longo desses dias foram, no mínimo, ininteligíveis. Culpa talvez da música ruim e parca de poesia que imperou.

Mas a verdadeira festa, a verdadeira celebração não aconteceu na praça e, sim, no salão da igreja ou quando as ruas se tornaram solo sagrado. Pois a festa cristã de Madal está nas pessoas de fé. E isso está se perdendo. Dentre tantas centenas de pessoas na procissão desconfio que poucas tenham sequer um terço da fé da mulher que vi carregando um tijolo na cabeça. Sem dúvida a cena mais bonita da procissão final.

Tudo se esvai mesmo, há mais forças contra que a favor e de fato as pessoas não podem continuar as mesmas, nem a tradição é inabalável, tampouco desculpa pra legitimar a hipocrisia. A festa de Madal poderia ser mais bonita, porém não a mesma de outrora. A beleza da fé não voltará, contudo, em seu nome a festa de Madal é esse caos que presenciamos. Infelizmente.

As cenas bonitas ficam cada vez mais foscas. Resta a folia.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Piadas

Nunca fui o que chamam de "cara extrovertido", embora esteja longe ser o "cara chato", eu sei rir com a galera. Minhas piadas não são decoradas nem inventadas, às vezes surge alguma coisa aqui, outra ali que diverte, a depender do público meu sarcasmo peculiar é bem aceito. Tento  manter o bom humor. Acho que as pessoas me acham um "cara simpático". Minhas melhores piadas, talvez as únicas, sejam essas aí:

Meu nome é a minha primeira melhor piada. Quando me perguntam ou digo meu nome, em geral, é comum o interlocutor espantar-se. "Como?". "Minervino". "Onde foram arranjar esse nome?!". E segue adiante a conversa. Somente pessoas da época dos meus ancestrais não se surpreendem. Mas antes que algum leitor pense que odeio meu nome, saiba que procede o contrário. Pra começar, meu nome tem história.

Minha idade é a segunda melhor. "26". "Com essa cara?!". Certo dia disseram que eu vivia no formol. Ninguém me chama de "senhor", exceto atendente de telemarkerting, telefonista ou garçom bem instruído. Fica muito difícil impor-se com cara de menino. Sou quase imberbe, isso deve ser em decorrência de algum gene caeté-sertanejo.

Não há como eu saber se alguém rirá após a leitura desse texto. Fica a mensagem: eu não sei contar piadas.

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De volta do sertão, só agora começa 2011 para mim.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Inconclusão

O que mais fiz nos últimos dias foi divagar devagar. Assim aleatoriamente, sem concluir. Às vezes, mesmo dEUs faz isso. E como ser enérgico não é um dos meus pontos fortes, tenho a lerdeza ao meu favor. Faço uma coisa hoje, espero para terminar outra após o sétimo dia, engato a primeira marcha e vou com ela até reaver a coragem de encarar a próxima tarefa.

Planejei, sem sucesso, escrever sobre o saldo zero de 2010, que graças a dEUs não pendeu para o negativo, apesar de tantas tragédias: morte de ente querido, relacionamentos (des)complicados, o beijo do rio Mundaú, a labuta. Mas, enfim, continuo exatamente igual, agora zerado de confusões.

Deste modo inicia-se 2011 para mim. E ele já foi generoso comigo, afinal a fé (de)move montanhas. Nesse começo do fim foi-me permitido conhecer mais de perto um mundo, uma mente incompreendida e sóbria. Conheci e reconheci alguém que não tem medo de dizer a verdade, o porquê disso e senti-me feliz de poder estar entre seus amigos. Lição (re)aprendida: só tem medo da verdade quem prefere a mentira, ou "a mentira nunca é plena, mata a alma e a envenena" (Seu Madruga, filósofo).

A madrugada mantém-se minha amiga e seu silêncio, meu alento. Nela descanso, bebo, danço, rio, balanço, sou. Pena que não posso aumentar o volume. Miguel dorme. Continuo concluindo apenas que estou inconcluso. Ah, e sem sono.

Bom 2011, fiéis!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ventiladores, caminhos e janelas

Atualmente, já consigo dormir bem, apesar do calor, das motocicletas e dos ecos do trem, desde que não me faltem água para um banho e um ventilador. Deitar tornou-se um ritual noturno. E diurno se for o caso.

Não abro a janela do quarto nem afasto a cortina. O sol é implacável o dia todo. O sol queima eu queima o menino. Caminho da escola. Escola: "Miguel!", ele vem rindo, às vezes, e conversa pelo trajeto de casa, chora, às vezes, quer todos os brinquedos das lojas e dos camelôs. É sabido demais, quando quer beija as moças que o enfadam, sempre cumprimenta a Dona Socorro da banca de tecidos. Ai de meus braços magrelos quando não quer caminhar. Miguel é quem me abre as janelas.

Acredito que estou quase habituado ao lugar. Pelo menos estranho é o dia sem feira, mesmo sendo uma terça. Mas deve ser o horário de verão ou o fim de ano que chega mais rápido os culpados por isso. Coisas urgentes. Eu, na minha pressa, atravesso o sinal maluco nunca aberto ao pedestre mirando a sombra e desejando impetuosamente um copo de água gelada. E chego atrasado ao trabalho. Pelo caminho do trabalho, tantas roupas não me vestem.

À noite volto para casa caminhando e... caminhando. A noite é um prazer de verão. Só me faltam braços a mais. Ah, e mais um ventilador.

U.P., 14/12/2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ainda sonolento

Enquanto eu sigo nesta laboriosa empreitada de adaptação ao mundo mais selvagem, eu reclamo: quanto barulho nesta terra! Pra que tanta música (de péssima qualidade) no ar? Se ao menos o ócio aqui fosse produtivo... está mais para reprodutivo, isso sim.

Eu sigo me acostumando, desconjuntado, malamaiado diante dessa nova realidade. Há coisas que só percebo agora: o inverno daqui é ótimo, assim como o silêncio é caro e distante. Outras coisas compensam: certas belezas, certos confortos que antes não eram tão cotidianos.

Os amigos são minha cama, meu repouso, meu alento. Sempre. Por eles o novo far-se-á velho, embora eu não deseje mais voltar ao que nem pode ser chamado mais disso ou daquilo.

Aqui tem uma coisa muito boa: a Lua parece mais próxima.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Levemente acordado

Há um bom tempo e eu ainda não me acostumei com a Terra da Liberdade plenamente. Prossigo gozando de algumas comodidades. Principalmente de ter os amigos por perto e caminhar até o trabalho. Acordo e não há muito o que fazer, aliás, haverá doravante.

Não é nada interessante para mim ver uma paisagem de cimento todo dia. Eu preciso do rio. Eu preciso, na verdade, de tanta coisa que agora não consigo lembrar. União dos Palmares é tão grande... Surgem oportunidades, circunstâncias que não me deixam estagnado e com isso eu vou ressurgindo. O passado pouco se faz presente e por isso raramente eu me religo a ele.

Nesse mês superado aconteceu muita coisa, uma delas ficará marcada no meu corpo para sempre. Bom? Ótimo? Inefável. Senti-me um sol.

Para continuar esta crônica incoerente, ontem acordei feliz de saber que o Brasil, embora ainda ultrajante, continuará menos ruim com Dilma lá. Na verdade, é isto o que eu espero. Convenci-me de que Lula, o mito, foi menos ruim que o FHC. Na verdade, outra vez, de todos os partidos políticos que estão aí o mais imprestável que há é o PSDB. Vide o caso alagoano: muito cimento e pouco serviço. Enfim, tomara que a figura de uma mulher na presidência seja tão simbólica quanto a do operário.

Pode não parecer, mas estou otimista, não quanto ao futuro do país, quanto a mim mesmo, pessoalmente. Faz tempo que não me sinto tão bem. Só preciso agora de férias.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Levemente adormecido

Levanto-me pela manhã e indago: "Ainda não acordei?!". Sim, porque tudo ainda é novo e estou descobrindo os caminhos. Trafego por aí sem conhecer os rostos, mudo. Estranhos, eu e essa nova realidade. Por vezes sufocado, por vezes livre, são sensações muito díspares que o cotidiano novíssimo apresenta. Preencho meus dias com poucas coisas, mas demandam tempo e meu tempo se esvai no liquidificador do tédio. Mesmo assim, está tudo bem.

Sigo sem me lamentar, pensando tanto quanto antes. Quando eu me acostumar, talvez organize melhor meu tempo e tenha tempo para gastar em outras eventualidades. Por enquanto meu campo de repouso é o Rock'n Roll cantado em coro com os amigos, os Cavaleiros do Apocalipse, a turma etílica-filosófica.

Bem, amor... paciência. Paciência, pois cheguei agora. No entanto, não me deixes. Acordarei em breve.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Novos dias (2)


Enfim, volto a escrever pra dizer apenas que os dias estão sendo generosos. Mas quero alongar-me mais um pouquinho.

Dias bons são desconfiáveis, na maioria das vezes. Como há muito tempo não sei bem o que isso de dia bom é, eu não consigo entender por completo. Isto sei que é insegurança. Desconfiar faz parte, ainda mais após uma longa temporada de tédio.

O fato é que está tudo indo tão bem que à desconfiança junta-se o medo. Até as expectativas se confirmarem, viverei esse dilema. Deixa ser.

Por outro lado, fugindo às minhas idiossincrasias mais íntimas, fico cada vez mais perplexo diante do mundo. Como pode ocorrer tudo isso aí? E como são fracas as utopias! O mundo desmunda-se celeremente. Eu, doido, doído, tento acompanhar na contramão.

Ainda acredito no amor.

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Imagem: Meeting by morganY, in CGHUB

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Novos dias

Ando sem muito tempo e inspiração para postar algo relevante, pelo menos na minha escala. Hoje cumpri de fato meu primeiro dia de expediente como burocrata estadual. Nivelando por baixo, uma pequena libertação. Ontem, quase bati o carro da família recém comprado, quase fui preso, quase, mas ninguém morreu nem se feriu. Novos dias doravante, que espero sejam mais lúdicos, tranquilos. Praticamente morarei num lugar e dormirei em outro. Que haja tempo para a poesia.

Aos poucos volto a respirar e mais importante: emerge uma pontinha de esperança. Ela pode aparecer...

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Ilustração: The Captive by TARGETE, in CGHUB

sábado, 23 de maio de 2009

Atarefado

Se você visita este blog, demonstra algum interesse nas minhas palavrinhas. Isto aqui é o resultado de momentos preciosos de ócio e inspiração, é necessário as duas coisas juntas pra sair coisa conveniente a este espaço. Pois a maior parte do que escrevo jamais colocaria na Internet sem antes registrar num cartório. Cada poesia, cada conto é como um filho ou carne da minha carne. Seria ultrajante navegar por aí e encontrá-los em alguma ilha sem a devida autorização ou autoria. Mas isso é besteira!

O tema deste post é sobre um aspecto do cotidiano que tem se tornado mais preponderante à medida que vivo, os trabalhos. Todos, o magistério e a burocracia, na qual fui recém-iniciado, mais os trabalhos da universidade. O tempo, ah, o tempo!, flui à mesma velocidade, contudo as tarefas, sempre urgentes, não me deixam aproveitá-los como se deve. Quando chega o sábado (agora estou livre aos sábados) fico zanzando dentro de casa, brigando com meu irmão pela posse do PC ou babando meu sobrinho. E vem a preguiça... eu vou enrolando, protelando tudo pra mais tarde. Então, as tarefas se tornam mais urgentes. O jeito é dormir tarde estudando, estudando.

Muito se fala dessas doidices da pós-modernidade: falta de tempo, excesso de trabalho, estress, dores na coluna, engarrafamentos nas avenidas metropolitanas, mas o pior de tudo é o isolamento, a frieza de só ter oportunidade de conversar via Internet (às vezes alguém desconhecido, distante), o receio de sair de casa por medo da violência. Insensatez. Pow, o cidadão comum enfrenta um cotidiano do cão e ainda tem de aguentar na mídia um monte de sacanagem.

Mas eu moro no interior, um latinoamericano quase belchioriano. Eu não enfrento com tanta intensidade o cotidiano como aqueles das grandes cidades grandes. O problema é que sinto como se não fizesse parte disso tudo, mesmo o tudo pequeno. Não é preguiça de trabalhar, é o tédio da rotina que me zanga (zanga amiúde exponenciada pela presença de pessoas desinteressantes). Até o ócio cansa.

Ainda bem que existem momentos mágicos sazonalmente, à base de Rock'n Roll, destilados, tagarelice, riso e outros sabores. Nem sempre há tudo ao mesmo tempo(!), o que não torna o momento menos prazeroso. É assim que desafogo, passeio no Olimpo, não, no céu dos muçulmanos que é mais interessante! No outro dia, o reinício ou a ressaca. O cotidiano, as tarefas nunca recusam a voltar.

De qualquer modo, preciso de férias.