terça-feira, 6 de outubro de 2009

Literatura


Literatura não tem função social. Sua função é, antes de tudo, sentimental. Daí a alguém se comover com um poema e depois querer mudar o mundo é uma decisão desse alguém. A literatura não pode negar sua natureza, mas pode ser negada, porque o conflito humano independe dela. Pode ser usada como um instrumento, contudo nunca usará ninguém. Àqueles que se rendem à catarse, coragem, a vida é bem menos poética que a morte.

Autoria da tira: Laerte (Manual do Minotauro)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Labirinto


Com vocês, uma das minhas criações artísticas usando o supereditor de imagens, o Paint.

"Computadores fazem arte..." (Chico Science & Nação Zumbi)

Era uma vez um labirinto...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sertão, meu lar


O sertão é o nosso lar.

Este é um lema, um mantra que Fernando e eu repetimos constantemente, pensado num momento difícil de nossas vidas, quando meu mais que amigo, mais que irmão sofrera um grave acidente que comprometera quase quarenta porcento de sua memória. Hoje, está tudo bem, muito bem...

Voltar ao sertão é necessário, tal qual recarregar as baterias do meu telefone celular. Sentir o frio da serra seja dia ou noite. Saber que as pessoas continuam sonhando com uma casa maior para receber mais visitas, compartilhar mais. Só para constar: desta vez, como das outras, só não trouxe um saco (isso mesmo, um saco) de feijão, porque o nosso bravo automóvel locado não suportaria tanto peso. E é bom saber que as novas gerações estão mudando, mas conservam a simplicidade, o desapego, a boa vontade, a sinceridade, esses sentimentos nobres que estão se perdendo.

Tenho raízes profundas no sertão: minha mãe e toda a sua família é sertaneja. Sempre fico emocionado de algum modo quando escuto Luiz Gonzaga, leio um cordel, vejo uma imagem peculiar. Para mim, é um paraíso que se esconde por trás do azul horizontal que se percebe na estrada, a oeste onde o sol dorme.

O sertão é mágico. Na verdade, não sei como defini-lo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Saudades a-gosto (2)


Agosto, portanto, é um mês de saudades. Como saudade pressupões tempo, vale ressaltar que agosto é o mês do meu dia. Tempo em que o tempo me carrega à revelia, sempre. Num instante resumo minha vida: de menino tímido a adolescente tímido, perdi, pelas minhas contas, muito, tanto que dediquei boa parte dos últimos dois anos tentando recuperar, quem advinha?, o tempo perdido. Pensando bem, nem tão perdido assim.

Era muito mais simples sair de casa e encontrar os amigos para brincar, juntar vinte meninos de bicicleta e percorrer os limites da terrinha, havia paciência para contar, inventar e ouvir estórias, assistir desenhos animados considerados hoje inadequados, violentos como Pica Pau, Tom & Jerry, Cavaleiros do Zodíaco, Caverna do Dragão, Papaléguas, os seriados japoneses Jaspion, Changeman, Jiraya etc., os filmes do Indiana Jones, Robocop, os do Chuck Norris, Rambo, do Van Damme, todos na sessão da tarde. Nunca quis jogar uma bigorna na cabeça de ninguém, tampouco matar meus colegas de classe.

Ah, jogar video game! Era um ritual: não lanchar na escola, almoçar assistindo os últimos desenhos e me danar pra locadora. Ainda curto muito, sobretudo, o Nintendo. A propósito, o Super Mario World, aquele do Yoshi, é o melhor game de todos os tempos, seguido de Superstar Soccer e Top Gear. É diversão garantida.

Tempo sem muitas complicações.

Neste mês augusto, completam-se vinte anos de sublimação de duas personalidades simplesmente altíssimas: Luiz Gonzaga e Raul Seixas. Planejei escrever um post sobre eles. Basta dizer que isso só me torna mais saudosista, essas datas redondas. Saudades desses reis.

Pois é, em agosto o saudosismo aflora. Fica difícil terminar este texto. Depois se der vontade de escrever mais, escreverei.

Saudade: tempere a-gosto.