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| Pedaço do mar de Japaratinga-AL. |
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O Eu e o Mar
terça-feira, 12 de junho de 2012
O amor, o @mor e o Amor
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| Autoria: Orlandeli. |
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Corvos, escrivaninhas e um absurdo

Para mim, corvo e escrivaninha não possuem quaisquer semelhanças, senão em alguns casos à exceção da cor preta. Se a escrivaninha for amarela, perde-se a conexão. Alice foi embora sem resposta.
Eu estou a todo instante sem entender as tantas charadas da vida. Uma delas, o amor. Como esse substantivo concreto se tornou abstrato, quase indispensável? Possivelmente "aquele amor" é uma brincadeira de mau gosto, que jamais superará o fraterno e o respeito. Ou haverá mesmo uma ligação verossímil entre corvos e escrivaninhas?
O amor é fogo que arde sem se ver, absurdamente.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Odiar
Odiar não é pecado. Mas um sentimento humano tal qual amar, seu extremo antagônico. A loucura reside em ambos. Continuando, são prescindíveis razões para odiar ou amar. Há mais interesses que ódio por trás das guerras, a irracionalidade serve de meio à obediência cega. Até hoje o amor não conseguiu salvar o mundo.
O ódio aparenta ser um incômodo provocado por alguém que desperta como proteção. Parece impotência diante da insistente dissuasão do outro. Manifesta-se através da inveja. Efeito de uma causa. Deve haver uma maneira de odiar para cada uma de amar, basta o ato contrário.
Os antagonismos estão mais para criar dúvidas do que separar certo e errado. Nem sempre uma bala é lançada por ódio, como nem todo beijo é por amor. Enquanto o mundo não retorna ao Éden, algumas pessoas tentam reconstruí-lo, embora odiando os destruidores, uma forma de defesa contra a corrupção. É estranho.
terça-feira, 17 de março de 2009
Lição: amar
Eis o texto.
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Quando eu lia a Bíblia cheguei a conclusão de que o maior mandamento (está lá dito claramente) era "amar o próximo como a si mesmo" (apesar de tentarem me persuadir que deveria seguir os dez). E indaga João, o discípulo amado, acerca do paradoxo que é dizer: amar a Deus (invisível) sem amar o próximo (visível). Pois é, não se chega ao infinito antes de passar pelo limitado. Não se chega ao divino desviando-se do humano. Para mim, este é o sentido da história de Jesus. A salvação da humanidade cabe a nós mesmos, depende largamente dos nossos atos, da capacidade de amar sincera e plenamente.
Então, pergunto-me: o que sou capaz de fazer pelo outro, ou até onde poderia ir, gratuitamente? Esta é difícil de responder. Eu seria capaz de ser um comunista, de dividir meus bens e morrer com meus concidadãos? Fato inegável é meu amor aos que me amam.
Meu coração fica atormentado, às vezes, com as atrocidades do mundo real, e na maioria das vezes nem tanto. Gritos lá de fora invadem meus ouvidos, uma algazarra qualquer na rua. Permaneço impassível, certo de que ninguém dos meus está lá. Nego esmolas, dou esmolas, depende do momento. Sou movido à circunstâncias (quem não é?). Porém, tento melhorar. Tento amar sem medo, sem reservas, fazendo o máximo para não decepcionar as pessoas. Preciso preservar o pouco amor que ainda me resta.
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..." (Renato Russo). Este é um texto que persiste, não se deixa descontinuar. As palavras acabam aqui. A lição de amar continua.

